RIO — O vazamento de um produto químico injetado para facilitar as escavações da Linha 4 do metrô, no início da tarde desta segunda-feira, na esquina das ruas Farme de Amoedo com Barão da Torre, em Ipanema, voltou a deixar moradores apreensivos com o futuro da obra. Apesar de ter a aparência de cimento, o Consórcio Linha 4 Sul, responsável pela obra, garantiu que se trata de polímero, composto utilizado na indústria. As duas ruas tiveram que ser interditadas por cerca de duas horas e meia, para que equipes pudessem evitar o avanço do material químico. Um carro-pipa também foi usado para ajudar na limpeza. O incidente ocorreu a cerca de 43 metros de distância de onde, em maio do ano passado, um afundamento de solo resultou em duas crateras e na interrupção do uso do chamado tatuzão, equipamento utilizado para perfuração do terreno. Desta vez, também segundo o consórcio, não houve necessidade de paralisação porque não há risco para as edificações próximas. As causas do problema, porém, ainda não foram divulgadas. E, para quem vive no bairro, o clima é de insegurança.

CREA TAMBÉM DESCARTA RISCO

Horas após o vazamento ter ocorrido, o vice-presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (Crea-RJ), Manoel Lapa, que vem acompanhando as obras desde o ano passado, esteve no local para tentar esclarecer melhor o incidente. Segundo ele, o produto que vazou seria utilizado para facilitar, lubrificar a passagem do tatuzão:

— Antes da passagem do tatuzão, são colocadas colunas de uma calda de cimento, que é enrijecida e serve para tornar o solo que vem à frente mais uniforme. Depois, é colocado esse produto químico que facilita a passagem do tatuzão. Por algum motivo ainda não determinado, esse material conseguiu se infiltrar em algum caminho no cimento e chegou até a superfície.

Lapa também foi a alguns prédios vizinhos ao vazamento e confirmou que não há nenhum risco aparente às edificações. Ele comentou ainda que nos trechos onde as escavações ocorrerão além dos 25 metros de profundidade estão sendo feitos reforços de concreto nas laterais, para que os edifícios não sejam afetados.

 
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